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Com diploma na mão, cadê o emprego?

Modelo de ensino atual precisa se aproximar da realidade do mercado de trabalho. Eventos como o StartSe Day põem estudantes e profissionais frente a frente, para troca de experiências

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Trabalhar o dia todo, estudar, tirar boas notas, fazer estágio, preparar TCC, participar de grupos de pesquisa e pensar na formatura são alguns dos desafios enfrentados pela maioria dos universitários brasileiros. E, ao longo da graduação, eles pensam que esses são seus grandes desafios. Mas, a dificuldade maior vem após a colação de grau. Uma pesquisa recente aponta entre os dilemas dos novos profissionais a busca pelo primeiro emprego em sua área de formação. Um dos gargalos é o modelo de ensino adotado pelas universidades, privilegiando a teoria em detrimento da prática. Na graduação, o contato com a realidade do mercado de trabalho praticamente inexiste. Para reverter o prejuízo, instituições, empresas, governos e o terceiro setor apostam em eventos como o StartSe Day, uma imersão completa na Nova Economia. Pela primeira vez fora de uma capital, o evento será realizado em Varginha, dia 1/12.

A crise, com seus 14 milhões de desempregados, piora o quadro. O problema é que o mercado busca muito mais do que o diploma de bacharel, licenciado ou tecnólogo. Experiência é apenas um dos pré-requisitos. Pesquisa do Instituto Ipsos para o Grupo Santander com 9 mil estudantes e professores de 19 países — 850 deles no Brasil –,  indica a necessidade de melhorar a inserção dos recém-formados no mercado de trabalho e as universidades precisam trabalhar melhor as competências dos futuros profissionais. Quem tem alguma experiência leva vantagem, mas os empregadores sabem da importância de ter colaboradores com formação universitária.

Segundo a Catho, trabalhadores com ensino superior ganham salário 38,19% maior em relação a quem não fez faculdades. O cenário é ainda melhor quando a vaga não exige nível superior, mas o candidato tem diploma, embora especialistas falem em subaproveitamento da mão de obra qualificada. Porém, quem tem diploma sofre menos com a recessão.

Um dos grandes problemas é o excesso de formados em áreas saturadas e a escassez nos segmentos mais carentes de profissionais graduados. A saída, de acordo com estudiosos, seria uma política governamental para estimular a busca por cursos capazes de cobrir a lacuna.

Ao promover iniciativas como o Inova Unis ou sediar eventos como o StartSe Day, as universidades apostam na empregabilidade através do empreendedorismo e da inovação. A pesquisa do Instituto Ipsos indica que 7% do universitários pretendem empreender no país, oferecendo as chamadas competências do século 21, especialmente na Nova Economia.

Outro estudo aponta no mesmo sentido. A consultoria McKinsey revela que nos próximos 10 anos, 40% dos empregos será freelancer. É o começo do fim do emprego formal e o início de um novo modelo de trabalhar, realizar negócios e viver.

Ou seja, quando se humaniza a transferência de conhecimentos para os novos profissionais, conferindo a eles valores positivos de relacionamento, o resultado na empregabilidade é muito melhor. Uma prova disso é a projeção para daqui a 50 anos, quando apenas 4% da população estará empregada. Os 96% restantes precisarão desenvolver capacidades de relacionamento, porque o resto das tarefas será feito por máquinas.

MODELO 4

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