Cresça Mais

Reduzir é a maneira mais simples de alcançar a simplicidade (Série Simplicidade Ep. 2-6)

O processo de alcançar o estado ideal de simplicidade pode ser realmente complexo, por isso vamos ao ponto:

“A maneira mais simples de alcançar a simplicidade é por meio de uma redução conscienciosa”.

A forma mais fácil de simplificar um sistema, processo ou produto consiste em eliminar funcionalidades, ou pelo menos, deixá-las em um segundo plano. É possível notar o que houve com os aparelhos celulares, em seu design inicial haviam diversos números que facilitavam a discagem numérica, porém com o avanço de outros meios de comunicação, como o SMS, o teclado numérico ficou complexo de ser usado, uma “gambiarra” foi criada: A funcionalidade de escrita, clicando diversas vezes nos números para que uma letra seja inserida (HORRÍVEL). Novas tecnologias surgiram, como a disponibilidade da internet em dispositivos, que inviabilizou a utilização de teclados na interface inicial, já que as possibilidades de funcionalidades eram imensas e irreversíveis. A Blackberry até tentou criar um aparelho que tivesse um teclado em seu front, porém não obteve sucesso por muito tempo.

Mas, o que o fato acima tem a ver com simplicidade e redução?

O problema não foram as novas funcionalidades que os aparelhos começaram a desenvolver, mas sim o design e o meio como chegamos nas ações das funcionalidades.

Portanto, quando buscamos simplificar algo, por meio da redução, devemos levantar os questionamentos:

“Até que ponto podemos simplificar? <–> Até que ponto tem de ser complexo?”.

Por um lado, você quer que o produto ou serviço seja fácil de usar; por outro, você quer que ele faça tudo o que uma pessoa gostaria que fizesse.

O processo de alcançar o estado ideal de simplicidade pode ser realmente complexo, por isso vamos ao ponto: “A maneira mais simples de alcançar a simplicidade é por meio de uma redução conscienciosa”. Quando tiver dúvida, simplesmente elimine. Mas cuidado quando for eliminar algo, certifique-se, por exemplo, se a retirada de determinado “botão”, “processo” ou qualquer outra coisa poderá impactar na experiência e expectativa do consumidor.

Método EOA (ELA em inglês)

As diretrizes para realizar todo este processo e que muitas empresas utilizaram, é o método EOA (ELA): Encolher, Ocultar e Agregar.

Encolher: Hoje tudo está encolhendo, chips cada vez mais velozes e menores, pen-drives cada vez mais compactos, memórias mais potentes e ocupando menos espaço. Hoje temos em nossas mãos um computador! Em 20 anos imaginaríamos isto? Nos próximos, o que devemos esperar?

Ocultar: Quando você analisa quais funcionalidades podem ser eliminadas, e o produto fique perfeitamente atraente. É chegada a hora de ocultar a complexidade por métodos de força bruta. Um belo exemplo é o canivete suíço. Apenas a ferramenta que você deseja utilizar fica exposta, enquanto as outras lâminas e chaves permanecem ocultas. Outro grande exemplo, é o “menu sanduiche” que esconde as funcionalidades “menos importantes” de um site.

Agregar: A medida que as funções ficam ocultas e os produtos encolhem, torna-se cada vez mais necessário embutir no objeto o valor. As pessoas só se sentiram atraídos pelo produto, se perceberem que ele tem mais valor do que é possível ver. Agregar tem tudo a ver com qualidade, indo além de tecnologia e design. Sendo assim, busque a excelência.

Não viu a introdução desta série? Clique aqui e leia.

Não perca o próximo episódio…

Para mais informações leia: “As Leis da Simplicidade” – John Maeda

MODELO 4

 

3 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s