Cresça Agro

O que é adubação racional no cafeeiro?

Definição

O conceito de adubação racional, como o próprio nome indica, pressupões uma nutrição mais adequada dos cafeeiros, através do uso conjunto dos variados nutrientes, oriundos dos corretivos e dos adubos apropriados, sempre de forma equilibrada e observando as necessidades, diante das características do solo e da lavoura a ser adubada. Busca, assim, evitar faltas ou excessos. Objetiva, também, associar boa eficiência nutricional com um adequado retorno econômico dos gastos efetuados.

O sistema de manejo empregado no cafezal deve ser levado em conta na indicação da adubação, a fim de adota-la coincidindo modos e épocas apropriados, para facilitar e baratear sua execução. A integração da adubação com as demais práticas na lavoura, especialmente aquelas que suprem água e as que protegem as plantas, também não deve ser esquecida, pois de nada adianta adubar bem se não houver bom suprimento de água e se as pragas/doenças/ervas promoverem, do outro lado, a desfolha e o desgaste dos cafeeiros.

Pela lei do minimo, o crescimento e a produtividade das lavouras podem ficar limitados por apenas um ou poucos nutrientes, que se encontram em quantidades insuficientes, de nada adiantando ter aplicado muito dos demais.

Importância e necessidade de adubação

O fornecimento de nutrientes, através da adubação e calagem, é muito importante para o sucesso da cafeicultura, pois as lavouras atuais de café, em sua totalidade, encontram-se implantadas em solos naturalmente pobres, como os de “cerrado”, que correspondem a cerca de 50% das áreas cafeeiras, ou empobrecidos pelo mau uso anterior (como nas áreas montanhosas e zonas de arenito), áreas que já foram cafezais antigos e que, novamente, vem sendo aproveitadas para café. Nessa condição, a fertilidade deve ser “re-formada”, mantida e equilibrada, para o bom desenvolvimento dos cafeeiros e para sua produtividade adequada. As regiões cafeeiras mais recentes, como o Oeste da Bahia e do Norte de Minas, são, igualmente, de solos pobres, agravados, em muitos casos, pelo alto conteúdo de areia.

Levantamento recente, em sub-região do Sul de Minas Gerais, mostrou que das amostras de solos avaliadas (Fundação Procafé), o pH se encontrava nos percentuais, respectivos, de 6%, 71% e 23% nas faixas de muito baixo, baixo e adequado, portanto com quase 80% das áreas necessitando de correção.

A falta de cuidado no manejo do cafezal, é uma das principais causas para a carência de nutrientes no solo.

No próximo post vamos falar das Exigências nutricionais do cafeeiro!
Nos acompanhe!

 

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