Exigências de Chuva para o cultivo do Café

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A necessidade de umidade no solo, para o cafeeiro, é variável de acordo com as fases do ciclo da planta. No período de vegetação e frutificação, que vai de outubro a maio, o cafeeiro precisa de umidade disponível no solo. Na fase de colheita e repouso, de junho a setembro, a exigência é menor, o solo pode ficar mais seco (até quase ao ponte de murcha), sem grandes prejuízos para a planta. Uma deficiência hídrica, neste período, chega mesmo a estimular o abotoamento do cafeeiro, conduzindo, ainda, a uma florada mais uniforme, quando no reinicio das chuvas ou da irrigação. Nas regiões de invernos mais quentes, as pesquisas mostram que é preciso ter cuidado ao interromper as irrigações para promover o “stress”, o qual deve ser precoce e de menor duração.

As regiões mais secas, no período de colheita, produzem cafés de melhor qualidade (bebida dura para melhor), como ocorre nas zonas de “cerrado” em Minas Gerais (Sul de Minas e Triângulo Mineiro) e na Mogiana, em São Paulo e em outras regiões semelhantes (Oeste Baiano, Goiás etc). Com frequência de invernos menos úmidos, ultimamente, também outras regiões como a Zona da Mata Mineira também tem obtido melhores qualidades de bebida dos cafés ali produzidos.

No que diz respeito às áreas cafeeiras do Centro-Sul do país, chuvas anuais acima de 1200 mm podem ser consideradas adequadas ao bom desenvolvimento da cafeicultura de café arábica, enquanto as lavouras de robusta podem ser cultivadas em zonas com precipitações menores, acima de 900-1000 mm anuais. Deficiências hídricas de até 150 mm, no período de junho a setembro, podem ser bem suportadas pelo cafeeiro arábica e, até 400 mm, de forma marginal, pelas variedades robusta (Conillon).

Com relação ao fator hídrico, as observações e as experiências efetuadas nas várias regiões cafeeiras permitiram chegar aos seguintes parâmetro de aptidão:

Aptidão Deficiências Hídricas (mm)
Para café arábica Para café robusta
Áreas aptas Menor que 100 Menor que 200
Áreas marginais – necessitando irrig. eventual 100-200 200-400
Áreas inaptas – necessitando irrg. Tecnológica Maior que 200 Maior que 400

 

Vale ainda destacar que solos profundos, com boa capacidade de retenção de água disponível para o cafeeiro, atenuam o efeito das deficiências hídricas, ficando as plantas com maior volume à disposição do seu sistema radicular. Também as diferenças do comportamento entre espécies e cultivares, mais tolerantes à seca, permitem o aproveitamento dessas características em regiões menos adequadas (ex. clones de Conillon, Acauã e Siriema).

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